
área plantada para executar a colheita da cana manualmente. O segmento não possui metas dentro de sua organização que vislumbrem uma sistematização das terras e da colheita, de forma a propiciar a sua mecanização ou mudança de culturas. A safra da cana-de-açúcar na região ocorre entre os meses de abril e novembro, época de poucas chuvas e ar mais seco, clima típico da região. Assim, as queimadas ocorrem numa época desfavorável à dispersão de poluentes atmosféricos. A Cetesb registra anualmente inúmeras reclamações referentes ao incômodo provocado pela prática da queima da palha da cana. A consciência ambiental, local e global, ressalta os efeitos indesejáveis das queimadas em geral sobre o clima de nosso planeta, que acentuam os problemas respiratórios de saúde, já comuns durante os meses de clima mais seco. Durante a safra da cana na região, há um aumento significativo do consumo de água, decorrente de lavagens de áreas expostas ao material particulado que precipita sobre o meio urbano. Os setores agroindustriais defendem a ampliação do prazo para eliminação da queimada da palha da cana, porém devem observar que o panorama ambiental mundial é desfavorável a esse posicionamento. Outro aspecto a ser analisado, a longo prazo, é o aproveitamento energético da biomassa da palha da cana, desperdiçado com sua queima no campo. A capacidade do solo do município em absorver o impacto advindo da disposição de vinhaça e da prática da queimada de palha de cana merece maior investigação, uma vez que esse solo abriga a monocultura da cana-de-açúcar há dezenas de anos. O comprometimento da terra é um risco ao meio ambiente e ao próprio setor produtivo.
Resíduos sólidos: um grande problema a ser resolvido
Resíduos sólidos
As indicações de uma política para os
resíduos sólidos apontadas num trabalho
desenvolvido por um grupo multidisciplinar
de Piracicaba, constituído em 2001,
não foram aplicadas. É necessário que
se faça uma revisão e se elaborem novas
ações para colocá-las em prática.